Mulheres que leem mulheres: Viviane Botton lê María Lugones

Hoje, encerramos o projeto "Mulheres que leem Mulheres" no ano de 2020, uma parceria do Laboratório Filosofias do Tempo do Agora (Lafita/UFRJ) com a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, publicando nosso décimo vídeo no canal do Youtube da Rede. A cada 15 dias, sempre aos sábados, pesquisadoras brasileiras apresentaram filósofas com o objetivo de ampliar a visibilidade do trabalho de mulheres na filosofia.

No décimo vídeo da série, a pesquisadora Viviane Botton (UERJ) apresenta a filósofa argentina María Lugones, falecida em meados de 2020 aos 76 anos.

Nas palavras delas, "Lugones faleceu este ano de 2020 deixando uma herança teórico-filosófica e um legado como professora, pesquisadora e mentora intelectual de toda uma nova geração de feministas da América Latina e Caribe que se auto-denominam 'decoloniais', como Ochy Curiel, Yuderkys Espinosa, Breny Mendoza, e toda uma geração de pós-graduand@s que usam suas teses para repensar o nosso sistema-mundo. A filósofa pensa a colonialidade como um sistema epistêmico-político vigente nas Américas desde sua invasão onde uma divisão de todos os seres em categorias binárias hierarquicamente dispostas e inseparáveis umas das outras (como sexo/gênero e origem étnica e social) representam um sistema de inteligibilidade e governabilidade também impostas com a invasão. Na colonialidade, nossas subjetividades e os modos como outorgamos sentido a nossas experiências materiais e intersubjetivas se mantém colonizados. É elaborando um diagnóstico que visou a destruição e a reelaboração teórica-conceitual de nossas práticas ainda coloniais que Lugones nos deixa. Deixa-nos seus trabalhos como ferramentas para o pensamento e a luta anticolonial, que também é a luta antirracista e anti-patriarcal. Agradecemos à filósofa e convidamos tod@s a pensarem com ela e a partir dela". Ano que vem, daremos continuidade ao projeto. Até lá!



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